segunda-feira, 28 de março de 2011

Honestamente, eu não sei o que sentir quando tu vens me dizer que precisa falar comigo e me conta que parece que tuas amigas sumiram e que precisa de mim. De primeira eu fico feliz e penso que tu demorou demais pra ver que eu estava aqui o tempo todo, mas logo me dou conta que talvez tu tenhas vindo a mim porque sabe que eu nunca te darei as costas e que eu te amo, seja lá o que isso quer dizer, mas essa foi a palavra apropriada. O pior de tudo não é isso, o pior vem logo depois. Tu vê que todos já voltaram pra ti de novo e vê também que está tudo num nível não exagerado de superficialidade, então tu entre com tudo nessas tuas "amizades" até algo te fazer lembrar que tem algo vazio aí dentro que eu quero preencher.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sobre sorrisos amarelos e olhares desprezíveis

Eu abomino qualquer coisa que me pareça artificial e eu sei muito bem o que tu pensa quando dá esse sorriso ácido. Não só você mas seus marionetes -digo, amigas- com roupas iguais, cabelos iguais, sorrisos iguais e com as mesmas almas vazias. Atenção, é só isso que vocês querem, mas não entendem que quem está assistindo não está gostando do show. Na verdade, estão achando ridículo. Frases decoradas, sorrisos programados, acenos quando na verdade só querem cuspir nos nossos rostos e dizerem o quanto são lindas, ricas e quantos garotos estão ao seus pés. Não dizem com a boca, mas seus olhos disparam isso, a todo momento.

Moedas pesadas de culpa

Escolha o caminho certo, esquerda ou direita e aposte todas as suas moedas no destino. Enquanto tivesse moedas teria o destino em suas mãos. A viagem era longa, as moedas acabaram. Mais anos se passaram e descobrimos -depois de muito errar, depois de ter deixado corações em pedaços- que não eram as moedas que mudavam tudo, só precisávamos de algo maior para jogar a culpa. É isso que todos fazemos, culpamos as moedas pelos nossos erros e pelos nossos fracassos. Joguei todas as moedas na fonte, pedi sabedoria, que era o que faltava e fui fazendo meu destino.

domingo, 13 de março de 2011

Metros de corda.

Se eu te dou corda, é para que tu se enforque. Esse é meu modo de saber se posso ou não confiar em ti. Falo, falo e no fim digo que não disse isso pra ninguém e que sou uma pessoa fechada. Verdade relativa. Tu acredita, ou não, tanto faz. É apartir daí que eu começo a saber quem tu és de verdade. Se tu se enforca, ah, é nesse momento que eu vou ficar muito lisonjeada por não ter a tua presença.